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Arquivo Público de Santa Catarina terá acervo digitalizado

19 DE FEVEREIRO DE 2020

Cerca de dois milhões de páginas do acervo do Arquivo Público de Santa Catarina se tornarão imortais e poderão ser acessadas pelas futuras gerações com a digitalização dos documentos, que ajudam a contar a trajetória do poder público do estado e dos próprios catarinenses. Um projeto em parceria com o Ministério Publico vai garantir a digitalização de todos os documentos considerados mais raros. O plano de trabalho do projeto sofreu adequações com a Reforma Administrativa do Governo do Estado em julho do ano passado, passando a ser vinculado à Fundação Escola de Governo – ENA, e agora foi reapresentado e aprovado pelo conselho Gestor do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), do Ministério Público Estadual, que financia projetos de manutenção ou recuperação de bens patrimoniais, ambientais ou históricos.

O projeto, “Digitalização, preservação e acesso à informação”, foi elaborado pela equipe técnica do arquivo público e prevê a contratação do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (CIASC) para a prestação do serviço de digitalização, preservação do acervo digital e disponibilização dos documentos em formato virtual ao público.

 

A proposta para digitalização se baseia na necessidade de preservar o patrimônio e a memória histórica do poder público catarinense registrada em documentos manuscritos, datilografados ou impressos,  garantindo a  integridade dos registros e o acesso à informação. “O patrimônio custodiado pelo Arquivo é de valor histórico inestimável e corre risco de deterioração, pois por melhor que sejam as ações de conservação e restauração executadas pela equipe técnica, há sempre uma vida útil para os papeis ou documentos físicos” explicou a diretora do Arquivo, Aline Ramos Fernandes.

Serão digitalizadas de quase dois milhões de páginas de documentos, de um total de seis milhões, dez mil fotografias, 2.247 mapas, plantas e croquis e 249 rolos de microfilme. A previsão para o início das digitalizações é maio deste ano. Serão necessários cerca de doze meses para conclusão de todo trabalho.

 

Os recursos do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), do Ministério Público de Santa Catarina, são provenientes de condenações, multas e acordos judiciais e extrajudiciais em face de danos causados à coletividade em áreas como patrimônio histórico, meio ambiente e consumidor.


Fotos: Krislei Oechsler
Texto: Rafaela Gesser
Assessoria de Comunicação
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